sábado, outubro 10, 2009
Entre espirais, sua fina língua trifurca-se.
Do Veado, as coxas e a galhada dançam.
Como a velha arvore ao som do vento.
A coruja, o corvo e o carcará cantam.
Cada um em sua hora mágica noturna.
Minha pele, o tambor trêmulo, se estica
ao contrair da carne. Em pleno golpe violento.
Da mão. Da lança. Da palavra. Do olhar.
O ato destemido, sem urro ou grito. Canção.
Meu escudo pintado, curvas de minha arte.
Que se confundem pictóricas em meu contorno.
E com o desenho-rastro de minha dança.
Sorridente, extasiado, me movo.
Há no fundo do mundo uma serpente.
De penas sujas e chifres afiados. Sua flauta.
Minha flauta. Doce e grave soa uníssona.
Com a grotesca trombeta de guerra.
Devoradora da carne e da paz da noite.
Enluarada sobre minha testa, levanta
Acorda, sacode-se e sussurra malícicas
Linda, nua e musa. A Porca Branca.
Pragueja em conjunto à minha investida.
Me leva, como se montado em rodas de
Um carro de guerra, trono do medo.
Megera, minha rainha, alucinado luto.
Morro.
Ou amo.
Como espirais sem destino ou fim.
A arte traçada na pele-alma em mim.
São essas trilhas que de quando em quando
Ando.
Carcará Avoador dos Caminhos Tortos
Bruno Oliveira
10/10/09
sábado, outubro 03, 2009
Esboçod´algograndeporvir.
Em busca do radiante tesouro guardado e da casta donzela prometida.
Perdido por anos em seu rastro.
Reconhecendo as pegadas nos pastos,
marcas de garras nas árvores e trilhas de fumaça dos vilarejos arruinados.
Aprendeu a caminhar em silêncio, a manejar o arco e a lança.
Soube quais folhas da floresta poderia comer, quais serviriam de veneno.
E quais, em doses diferentes serviriam para uma ou outra coisa.
Persistência, paciência, serenidade e coragem foram algumas das suas virtudes aprimoradas.
Até que no ermo, cerrado de montanhas, a fera se aninha em seu castro.
É quando, como o vento, o caçador se vira e caminha.
Homem e monstro sorriem.
E houve um tempo em que ele, o caçador, voltou pra casa.
Bruno - MisticoGaiteiroZen
sábado, setembro 12, 2009
Cumadifulô...
Estás horizontada feito um sorriso descomunal.
Vaca. Que caminha e vaza, de tão cheia, em tua via.
Puxando sem esforço as rodas de nossos ciclos.
Onde as fiandeiras, doces e amargas velhas trançadeiras,
Tecem nossa sorte.
Da infinita estatura, torna-se invisível.
Mentira. Mentira essa dos que fingem não enxergar.
Ó o traço de seu toque. Sentir, reverberando, o bum.
De seu tambor.
Barro e argila. Terra doce que me exala o vapor.
Perfume de flor.
Teu corpo, eu morto.
Conversa de apaixonado sim.
Ínfimo, pasmo nas dez direções.
Onde te vejo...
Fera, nua, linda, má, triste, viva, serena, dinâmica, terrível, minha.
Bruno – 12/09/09
quinta-feira, setembro 10, 2009
Será longe o soar de meu desejo tímido.
A pele, santa pele, retumbante suará,
Tremerá e meus pés perderão o chão.
Cairei na rota do céu, sem amparo, sem corrimão.
Avisto o senhor do batuque.
Lindo.
Atravesso-o, ele que alucinado dança e pulsa
Zabumbento frenético com seu tambor de pele rasgada.
Minto.
Caio.
Minto.
Pouso.
Chego à tenra realidade.
Deslizo à curva e deito.
Aninhado por ela. Ela. Invisível, infinita divisível.
Me aninha no leito placento.
Materno, desenvolvo.
Eterno.
Movo, de novo.
Grito.
Alto como metais da fanfarra na dobra do mundo.
Minto.
07/09/09
Bruno
domingo, agosto 30, 2009
Me seguro como posso
Balanço o ranço de minhas virtudes
Envergo o mastro de minhas possibilidades
Sopro a vela que se estufa trêmula
Me confunde e se apaga
Onde deveriam estar?
Aquelas coisas verossímeis que seriam tácteis
Realidades últimas, Absolutas.
Atrasadas ainda não embarcaram
Pff! Capitão... -sim?
Por mim, perderam a viagem.
Feliz, minha barcarola afundará
Num tempo de curva
Tangendo minha estrutura
Satisfeito, sorrindo à perspectiva
De um turvo caminho
De incerta alvura.
30/08/09
quarta-feira, agosto 26, 2009
Ahhh que..

Há algo na indiferença que me faz revidar.
Um quê de tortura contra tortura.
Coisa ruim, meio sem nexo.
Será Maldade...
De quem?
A carência de um homem feito(?) é feia.
A pirraça aqui é demência.
Que moço esdrúxulo.
Foda-se ele né.
È bobo.
E é Assim que
me torno escroto
Carcará Avoador dos Caminhos Tortos - 26/08/09
sábado, agosto 15, 2009
petifemmememuór (affe...)
Memoriane
Fantasma de meu desejo
Têm noites, tantas noites
Que te chamo pelo nome
Pequenina memória feminina
Estou errante
Estou errado
Você me ouve?
16/07/09
arte em guardatudomenosnapos
quarta-feira, julho 29, 2009
Anglotraduzionepassádica
Deepest, darkest eyes, eyes of hot desire,
Eyes with passion's flame and of beauty rare,
I do love you so, but I fear you so,
Seems I met your fateful gaze on a fateful day!
The white tablecloth is all soaked with wine,
The hussars all sleep in a slumber sleep,
But one does not sleep, he drinks still champagne,
To the dark eyes of a gipsy girl.
Had we never met, I'd not suffer so,
I would have lived my life smiling joyously,
You have destroyed my soul, dark and lovely eyes,
Carried off forever my happiness!
Deepest, darkest eyes,...
sexta-feira, julho 24, 2009
Aos zelosos braços estelares....
que teces o casulo que
nutre minha forma pupíla (Pupa,púrpura.. impura)
Sou nascido e vivido
Hoje estou em vão
Jogo constantemente
Minhas forças num poço dos desejos
E ele não me realiza
Não faz eco
Apenas silêncio... muda escuridão
Me parece
que riquezas não me valem
estradas não me servem
oporunidades se vão
Tento ser o herói de minha história
mas caio sempre de vítima indefesa
de meu Eu-vilão.
Bruno Alves de Oliveira
(24/07/09)
domingo, julho 12, 2009
Desatos de invernada
Recuso, todavia, a selar-te com aquelas cordas.
Que, desde já, te digo... nunca foram minhas.
Recuso-me a sentar na carreta que segue a estrada reta.
De belas paisagens me encanto em meu caminho torto.
Danço. Eu e meus pés. Minhas mãos e minha sombra.
Hoje tenho uma relíquia. Meu caldeirão da abundância.
Minha velha tumba, que faz pouco tempo, me regenerara.
Por tal, sou vivo ai. Em tua alma. Meu desejo
Bruno,
neto de duas corujas.
(Sem Ponto final... )
domingo, junho 07, 2009
´Retrógradas carniválias pedagógicas
Alguma síntese sai por ai....
Onde cada passo dado, três penas de minhas asas caem.
Três pelos de meu bigode se encrespam.
Três dias de meu passado somem.
Duma trança de fios embolotados as devifiandeiras marionetam...-me.
O que desejam fazem.
O amor, quente deleite de minha arqueomâezinha, me faz, parado, dançar.
De cara fechada, sorrir.
De sono profundo, viajar.
De repente entoado, soar. A trombeta do satisfeito.
Mas ainda sim. Assim eu sou. Amarrotado.
Minha carne de leve toque deve ser fraca. Não apalpo o desejo profundo.
E me escapa.
Diante das emoções conflitantes, minha guarda baixa.
E a fera, que consegue olhar para os dois lados, afasta.
Minha festa, de farta és falsa.
Sem flechas, meu pássaro já sem penas, escaças.
Não alcanço a pressa da fera, que nunca faria presa.
Que me faz, com meu tempo morto, tanta falta.
Bruno Oliveira
Carcará Avoador dos Caminhos Tortos
07/06/09 - 14:00
sábado, junho 06, 2009
Faloeseios

A Terra é sagrada. Todo pagão escuta, fala e lê isso frequentemente. Cantamos à sua generosidade e damo-lhes nomes que se tornam divinos. Cultuamos tais nomes e eventualmente cada nome ganha um novo significado e personalidade distinta. Personalidades até mesmo antagônicas! Assim é a Terra. Mãe e Pai, vale e montanha. Das janelas de minha casa, no Sana, um distrito da região serrana de Macaé, eu vejo estas duas paisagens guardiãs: Um pico e um vale entre morros. Não há como sabermos qual o nome era dado a essas duas figuras pelos Nativo-Brasileiros que por aqui viveram, mas hoje em dia são chamados de pico Peito do Pombo e de Vale do Santana (mais conhecida como Vale das Pirâmides). Um é o sentinela, atento lá do alto com sua altura privilegiada, como um gigante pássaro negro empoleirado. Um totem fálico, pico, pássaro. Considerado um índio gigante sentado em observação desde eras remotas por alguns. Localizado à oeste, onde o Sol morre em determinada época do ano. É a paisagem-símbolo do Sana. A outra, as “pirâmides” do Sana é o Vale do Santana. Na mitologia cristã, Santana (Santa Ana) é a mãe de Maria, a avó do cristo. São dois morros quase idênticos que vistos do centro do distrito são como duas pirâmides colossais unidas. Projetam-se como mamas de uma giganta e entre eles desce um córrego tendo o mesmo nome. E é à margem deste córrego, o vale das Pirâmides, que moro. Se localizam à leste e o sol nasce entre os morros em determinada época do ano. Então o que tenho? Eu, como pagão que crê na Deusa e no Deus seu consorte, me sinto privilegiado. Posso dizer que durmo embalado, literalmente no seio da Mãe. Poderia até mesmo fazer uma analogia ao desconcertante (Para alguns) Baphomet já que temos num mesmo “corpo” os seios e o falo. E bem no umbigo disso tudo se estabeleceu o centro do Sana, o arraial. A terra é o corpo da Deusa. Das runas que retiro das pedras dos rios, das cascas de arvores, do caroço de abacate, ou do barro moldado, não vejo diferença. Tudo é raiz. Que nos conecta diretamente com o coração, a mente e o útero da Grande Mãe...
quinta-feira, junho 04, 2009
Na estrada... o caminho é incerto
Eu não posso te ouvir
Você existe?
Eu não posso te sentir
Eu não posso te tocar
Você existe?
Eu não posso te provar
eu nada posso
Você realmente existe?
(Traduzido e adaptado....)
terça-feira, maio 19, 2009
(Russo Tradicional)
Ochi chyornye, ochi zhguchie
Ochi strastnye i prekrasnye
Kak lyublyu ya vas, kak boyus' ya vas
Znat' uvidel vas ya ne v dobryj chas
Ochi chyornye, ochi plamenny
I monyat oni v strany dal'nye
Gde tsarit lyubov', gde tsarit pokoj
Gde stradan'ya net, gde vrazhdy zapret
Ochi chyornye, ochi zhguchie
Ochi strastnye i prekrasnye
Kak lyublyu ya vas, kak boyus' ya vas
Znat' uvidel vas ya ne v dobryj chas
Ne vstrechal by vas, ne stradal by tak
Ya by prozhil zhizn' ulybayuchis'
Vy zgubili menya ochi chyornye
Unesli na vek moyo schast'e
Ochi chyornye, ochi zhguchie
Ochi strastnye i prekrasnye
Kak lyublyu ya vas, kak boyus' ya vas
Znat' uvidel vas ya ne v dobryj chas
segunda-feira, maio 18, 2009
Cúrvea dama do céu noturno
Negra tatuada de estrelas
Teu ventre luminoso, luna
Ilumina eu
Este, de espectro idoso
Minhas mãos, calejas
Na pele ainda vivapulsante
De vosso tambor
Rombudo elegante
Totem de meu sangue
Ancião reveloso
Dama do céu noturno
Larga, de horizonte
A horizonte
Embarca tudo
Meu centro
Teumbigo-minhamorte
Minha fonte
Ouça, rainha nua
Sou jovem!
Da ciranda chuvosa da lua
Admiro, estudante
A evolução percusiva
De meus passos deselegantes.
Sinuosa serpente do mistério
Serei eu também
Teu véu?
Que quando na sacra hora acordas
Estarei eu, mais ninguém
Como Réu.
Detrás do tambor alegre
Ancestral e profundo
Culpado pelo pulsar
Velho de eras
Trago esta imensa tempestade
Deusa, dê-me este mel
De tua cintura
Meu festejo
de fim de mundo
(18/05/09)
já em Abril..
Nós somos o todo que há de inexistente.
Sustentados pela fugaz tensão interna
que nos torna diante de nós mesmos
dementes.
Talvez como se fosse por encanto
Tivesse o susto entrado e banido
-de novo- a mente.
E vós que por enquanto veste
a máscara ardente do mito que mente
É abraçado ao todo e por completo
Por algo assim
tipo eu. Ausente.
(04/09)
Vontades de Maio
Pertenço à minha vontade
Minha vontade é escrava
Aí contida, é liberdade
Que á tranca eu voava
Num plano alto desejava
Te miro no passado desejoso
Das mil vezes que errei
Todas, acertavas.
Diante das grades, fico
Amoado, gargalho rios
Irresistível senda, grito
Fico
Mas minhas asas passam.
16/05/09
domingo, maio 17, 2009
Amanacy - Mãe da chuva
Amaná chuva
Vem cá mamãe pegar
Não larga ela de teu colo
Não deixa a chuva aqui chuá
Amanacy minha mãe
E mãe da chuva
Minhas mãos estão negras
Pra fuligem de fumo
Fogueira e festa
Amanacy deixa Jacy olhar
Vem cá dançar
Vem cá cantar
Mas não deixa a chuva
Cair nesse terreiro
Neste chão pisado de terra
Pois farei festa o dia inteiro
Banquete de dança agarrada
Bebemos no calor do fogo
Os cantos de meus avós lembrados
Entoados no meio de riso e choro
A fertilidade farta que te alegra
Tamborzada, chocalho e coro
Mas amanhã mamãe
Solta a criança
Deixa chover e chuá
Que vente e me molhe
Do terreiro faça lama
Amaná mirim virá dançar
Lave minha casa
Afogue a fumaça do braseiro
Dilua o licor da taça
Faça chuva o dia inteiro
Que a felicidade de terra seca
É virar um lameeiro!
17-05-09
-/-
Quando indeciso entre as matérias da alma
Meu coração acocora-se e chora
Pressentindo a guerra das lâminas cegas
Dores de preguiça lancinante
E parto-me sedento
Em pequenas fatias de saudade
Apontadas em direções opostas
Conflituosas
Com margens sinuosas que se entrelaçam
Ah demente sedência que me calafria
As serpentes que se amam
Mais eu, mastro teu
Minhas serpentes se amam
E, comigo
Danam.
16/05/09
terça-feira, maio 12, 2009
Inintrajornadadivinescabardicaoraculosa
Quando a Autoestima caiu de bicicleta, sozinha, na noite escura, o Autocontrole tentou ser equilibrista sem rede.
Lembrei-me dos antigos mestres não citados. E me esqueço de seus nomes. Lembrei-me do senhor obscuro falando-me de amor. Aquele que eu fui à tempos. Minha máscara do passado. Terei eu, dessa, uma na próxima?
Pois In intrajornada divinesca bardica oraculosa, o grão, da espiga cai.
11:22 - 12 de maio 09
terça-feira, março 17, 2009
Recados ao vento
domingo, março 01, 2009
Sakkidatsu Ryu Taijutsu
Na história do homem a experiência é ditada pela observação da natureza. Os termos “firme como a montanha” e “veloz como o vento” são exemplos da ligação simbiótica homem-natureza. Em certas modalidades de artes marciais essas observações vieram de encontro aos elementos naturais estudados em algumas doutrinas orientais: Terra ,água, fogo, ar e o vazio(jap. chi, sui, ka, fu e ku, respectivamente). Identificar, se familiarizar, aprimorar e se apropriar de tais elementos-arquétipos para uso na vida cotidiana é a proposta...
sábado, dezembro 20, 2008
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Rito de passagem...

Juro pelo fogo de minha alma, achei que ia morrer.
Ela me olhava com aqueles olhos cristalizados e sentia o frio medo da absoluta solidão. Era como se mesmo eu estivesse me abandonando à sorte. Eu não entendia como, mas ela agora era uma rainha, uma Deusa da morte, a que desteçe as almas. Seu rosto branco feito a lua era minha única luz. Era como se eu estivesse recém-nascendo ou recém-morrendo. Aquele rosto de todas as eras, luminoso e pálido, era meu túmulo, meu túnel da morte, minha luz no fim da vida. Seus olhos-janela negros me mostravam o que viria após a luz. Somente escuridão.
E o ruído da morte me fez mais vivo do que nunca. Era o som da espada desembainhando-se e a impactante sensação do fim. Minha pele embolotou-se toda num arrepio. Calafrios incessantes ondulam e ecoam por minhas entranhas.
Tudo se apaga, os sons dos morcegos, dos gotejares e do vento, a luz do rosto medonho. Não se sabe onde estamos. Não se sabe se há chão sob os pés.
Até que apenas dois olhos me aparecem no breu. Os mesmos olhos-janelas. Sinto como se meu corpo estivesse em queda livre. Caindo no poço incrivelmente fundo daqueles olhos. Eles estavam me engolindo! Já me preparava para o impacto no chão de olhos terríveis quando, de súbto, tudo mudou violentamente.
Eu, em pé, sentia um desespero que não entendia. Percebia que não havia caído. Estava assustado. Os olhos d´Ela estavam no mesmo lugar de sempre. Estava confuso. Minha alma era o caos. Como se todo o universo dançasse em minha cabeça. Estava vivo.
Até que percebi a mão magra retesada em meu pescoço. – Viva você que sabe o que é morrer! - Ela me disse. As mãos se afrouxam de minha garganta e a onda de calor me invade. Volto a escutar os morcegos, o gotejar e o vento. Olho e estou só. Amanhecendo numa gruta embrenhada na densa mata. Sobrevivi.
sábado, novembro 29, 2008
Das Facetas descobertas


Urubuaçú empoleirado no pico do mundo.
Pai dos abandonados à sorte.
Pai dos homem-onça caçadores.
É o que caminha a ponte da morte.
Vermelho, amarelo e preto.
Da garramolada, o corte.
Pena preta que me pousa.
Do bico afiado, furo forte.
Carcará avoador dos caminhos tortos.
Rastreador do vento norte itinerante.
Só, num mundo de caça e presa.
Corra caça veloz! Vem ele avante!
Do cinza e negro ele volta.
Focado, caminha galante.
Num vôo raso ao alvo.
Vaga o mundo. Amante.
Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã
29/11/08 - 22:12
sexta-feira, novembro 28, 2008
Imram Artwr do Banquete Divino
Senescal do salão dos sonhos
Bardo poeta do quatrante sul
Imram sagrada
Echtrae traiçoeira
Voe com Amergin
Lute com o Cão de Culan
Dome o javali selvagem
Rei Urso, que tua jornada
Repleta de inconcebíveis ameaças
e aventuras sobrenaturais.
seja feliz.
Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã
domingo, novembro 16, 2008
uma vontade
sábado, novembro 15, 2008
Desabroche, Ó Universo.
Bruno Oliveira - Agora que entendí esse texto, posso publicar...
domingo, novembro 09, 2008
Estrofes rituais...
Eu, feito fogo e intenção
Da taça e da faca
Firmes em minhas mãos
Desenfermo.
Bruno oliveira - nove de novembro 2008 - Desenfermando...
sábado, julho 12, 2008
Me encaro e digo:
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Ninguém comenta no mey Blog...
Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã
terça-feira, novembro 20, 2007
A cavalgada pavorosa so senhor da mata com os seres da madrugada.
Lanceiro frenético na dança sagrada.
Roda e gira. Canta e grita.
Nú e pintado, correndo à caça.
Corre presa, corre alada.
A flecha lançada, à noite trepassa.
Lua Senhora que na mata lhe via.
Sorria e lia lo fio da vida.
Com teu pé na terra, na lama e na água.
Na brasa e no fogo, no vento dispara.
Casco pesado na folha velha.
Nem se ouvia, nem se ouviria.
Sussurro de medo no bafo da noite.
Mudando de rumo o mistério da foiçe.
Com galhos folhados, chifres floridos.
O senhor da mata me conduzia.
No breu do escuro, horda vadia.
Terrível cavalgada.
Madrugada, e depois...
Belo dia.
Bruno Alves de Oliveira - MestreDeGuerraPagã (Confeccionando a máscara...)
domingo, novembro 18, 2007
Relâmpago, parte um

Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã
É Guerra no Ar!

Cordel Do Fogo Encantado
Quando o vento bate forte
quinta-feira, agosto 30, 2007
Eu Sou!

Este é nosso santuário, em homenagem aos guerreiros nus da antiguidade que caíram no passado e foram para a Terra do verão, para Asgard ou voltaram para nosso mundo.
Viemos para viver, beber, comer, cantar, dançar, amar e lutar!
Viemos nascer aqui em Hybrasil e aproveitamos a oportunidade!
Aqui todos são amigos se não são inimigos! Bem.. Até os inimigos tem o direito de comemorar a vida... ah! Que se dane! Não estamos guerreando! Quem tem o espírito de um guerreiro nú que venha! E será bem vindo! Somos ótimos amigos, lutadores e amantes!
Somos a Horda dos Guerreiros Nús! No chamado da trompeta de guerra, brandimos espadas, levantamos os escudos e gritamos aos deuses e espíritos anccestrais!
Tremam! Somos os Apavorantes Guerreiros Nus!
segunda-feira, julho 30, 2007
sábado, julho 28, 2007
Quero uma máquina de Chocolate quente no Imbolc!

quinta-feira, julho 26, 2007
domingo, julho 22, 2007
Memórias dos Festivais de Inverno...
sábado, julho 21, 2007
Memórias das Festas de Inverno
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Baforada com Erva-do-Rei
Arthur,Rapaz... Sonhei contigo pela primeira vez. Adivinha só... você me BENZEU! ahahaha acredita! Fazendo sinalzinho da cruz e tudo mais! È cláro que era uma "benzação" satirizada mas lembro que rimos muito com isso e acredite, me renovou a coragem no sonho, que era um sonho em que eu estava numa situação delicada.
Obrigado por aparecer.
Ps: Fui Na Trash com a Ish! Deu pra sentir a Libação mental na ocasião? Deu né...
Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Sana x SP(Ou, Salve Jequitibá!)
Tô meio carente de verde. Sei que apesar de Sampa ser uma grande cidade, tem algumas Àreas verdes. Meu sogro cria orquideas, bonsais, ervas e etc... mas Sampa não é o Sana.
Quaro abraçar duas arvores em especial e por incrivel que pareça, não sei seus nomes. uma semente de uma dessas arvores estava germinando quando peguei a estrada pra SP. Desde Ostara tinha essa semente num vaso. E proximo a Litha ela brotou. Espero que estejam cuidando bem dela.
Estou aqui faz 3 semanas e só agora estou ficando animado pra sair. Até pouco tempo me parecia que estar em Sampa era como estar numa imensa sala de espera. Como dizia o premê: São Paulo tem que mudar, eu não mudo.
Bem, Olhando umas fotos de arvores, me animei um pouco, percebi que em casa, lá na serra de macaé, onde judas perdeu as botas e ficou com as meias furadas de fora, tenho raízes.
Tenho Raizes.

Ps: pra quem é da cidade e não sabe o que é uma Árvore, digo o que eu vi num documentário da TVEscola: "Se você atropela uma planta,e é o carro que sofre os danos, É provavel que essa planta seja uma Árvore."
Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã
Foto:Jequitibá
terça-feira, outubro 31, 2006
Joaninhas também celebram o dia de bel né...

Imagem: Maypole, de Alison Ashwell
para ver mais... recomendado para quem é pagão e tem filhor... ou gosta de ilustração (http://www.alisonashwell.com/)
Por falar em Beltane
Que seu travesseiro seja macio e fresco. Que as sementes que jogamos pelo mundo brotem e frutifiquem. Que a chuva caia na terra seca. Que a enxada penetre. Que a fogueira queime e o vento sopre. Que haja dança. Que haja dança na chuva. Que haja dança nas colinas verdes de minha terra. Que as crianças pulem nas poças. Que o martelo bata o prego. Que a lança seja arremeçada. Que se embainhe a espada. Que se afiem os chifres do touro. Que se ouça o trovão rasgando o céu. Que a lua cresça. Que a lua mingue. Que a lua cresça. Que o mastro seja erguido. Que seja erguida a casa de alguém. Que seja erguida a casa de muitos. Que a fogueira acessa continue queimando. Que da fogueira saiam tochas. Que as tochas ilumiem os candeeiros. Que os candeeiros sejam apagados. Que o caçador erre o alvo. Que o javali veja o caçador. Que a jaguatirica esteja prenha. Que seus filhotes gerem filhotes. Que nossos filhotes tenham filhotes fortes. Que a força do verão seja a força do homem. Que a água esteja fresca. Que o mergulho lhe traga cura. Que teu par participe. Que você participe com seu par. Que os pares dançem novamente. Que dançem em volta das pedras. Que dançem em volta das árvores. Que dançem banhados de cachoeira e mar. Que cantem e toquem. Que a mão bata na pele do tambor. Que as mãos dos amantes pousem nas suas peles. Que o homem da pele de urso e o homem da pele de lobo encontrem a paz e suas mulheres. Que as mulheres gozem. Que as mulheres gozem muito. Que as mulheres criem mulheres que gozem. Que os homens gozem. Que os homens gozem repetidas vezes. Que os homens gozem nas mulheres. Nos Homens. Em sí proprio. Que a humanidade saiba gozar. Goze do sexo. Goze de rir. Goze com todos os deuses. Que As Deuses Gozem. Que aquele arrepio na espinha venha e que cada um de nós tenha algúém para abraçar e se perder no tempo. Que a fogueira arda. Arda muito e sempre. Que a roda gire. Alucinante e radiante como o sol e a lua. Que haja vinho. Que haja bolo. Que o punhal seja altivo. Que o cálice esteja cheio. Que se consuma o ato. Que se derrame o vinho. Que caia o sangue. Que haja vida. Que haja luz. Que haja sombra. Que o fogo da fogueira ilumine tuas jóias. Teu corpo nú. Tuas tatuagens. Que Haja o que está por vir. Que todos nós sejamos agraciados por nossos méritos. Tenha um prazeroso sabá. Dia de marte, Noite de beltane. Aja.
Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã
terça-feira, outubro 17, 2006
Bel a la Bel

Quando acordo e abro a janela de meu quarto, vejo dezenas de tons de verde. Verde-grama-ao-sol, verde-copa-de-jequitibá, Verde-musgo-de-casca-de-arvore, verde-folha-de-bananeira e por ai vai indo.
Quando vou á padaria, passo por um pomar, um "bosque de pedras", um vale com um riacho e uma ponte, um pasto, pelo topo de uma pequena colina, Arvores e mais arvores, tudo isso numa mesma trilha.
Quando volto do trabalho á noite, volto por esta mesma trilha, se for lua cheia, sem lanterna, mesmo a luz de um poste de luz ao longe atrapalha nossa vista. Se for lua nova, as estrelas, essas meninas, iluminam o horizonte, me dá direção e ainda um pouco de luz para se ver o caminho.
Quando amarelam as folhas do caquizeiro e do cajázeiro, chegou souên.
Quando vejo o cajazeiro nú, uma imensa galhada e a lua cheia cheia como fundo, sei que é época de Yule.
Quando Floresce o pessegueiro, a laranjeira, chegou Imbolc.
Quando brotam os ramos de minerva, as flores da goiabeira, os lírios grandes vermelhos e pequenos brancos sei que é chegado o ostara.
A amoreira está dando frutos, as laranjas e os pêssegos estão crescendo... Beltane já se aproxima.
Vejo isso todo dia. toda lua cheia é uma festa. Todo banho de cachoeira é uma benção. Todo abraço á minha amiga arvore e minha amiga pedra é uma demonstração de amizade.
Toda vez que desce sangue na lua nova, é o poder emanando de minha Esposa, Deusa familiar "vivadivinaestrela" de minha casa.
Quando toco o tambor, atiro a flecha, golpeio meu cajado, o mundo pulsa como meus passos.Acho que moro num lugar sagrado, como deveriamos ver todos os lugares em que passamos. Na cidade ou no campo.
Fazer pela sua morada, nossas trilhas, nossos amigos e parentes, atentar pela saude de nossas mães. Não é preciso ser um eloquente, um ativista eclogico, um médico sem fronteira, um promotor do paganismo e etc.. basta viver, sentir e dançar a dança dos deuses.
É... beltane vem vindo.
Amanhã dia 18 é dia de Herne, o caçador.
Dia que minha filha faz um ano.
Boa noite
Foto:http://www.lexicon.net/steven/wheel/beltane.htm
segunda-feira, setembro 25, 2006
Equi Nostro

Sim, houve tempo... Sempre há tempo para pensar no oportuno fim do recolhimento. Apesar de minha espada apontar também para o céu mais-que-estrelado e os nomes divinos saltarem de meus lábios, sejam elas, Deusas, de onde forem.
Em Ostara eu vi
Vi uma gata da rua, do mato e do mundo parir seus filhotes. Estes filhotes que sairam do recolhimento uterino, foram lambidos, lavados e acariciados pela lingua e entraram para o recolhimento materno nesse mundo de perigos.
Vi, finalmente, brotar as folhas da ameixeira. Que no inverno podaram quase até o tronco. Deixaram-na nua, maneta, perneta, galheta e folheta bem no momento de amadurecer suas ameixas.
Vi as folhas renovadas do Cajázeiro e do Pé de Caqui, que antes deram um espetáculo de chuva de folhas amarelas no outono.(Desta vez eu como um cajá.)
Vi também grandes lírios vermelhos desabrocharem logo aqui ao lado. As flores de laranjeira aparecerem e sumirem, dando vez aos pequeninos frutos que de lá vão crescer. Tornando-se redondos, vitaminados amarelos qual o Sol, no Verão.
Vi uma flecha ser lançada bem longe no pasto.
Vi projetos antigos brotando e dando botôes de oportunidades.
Não vi a lua minguando e se renovando.
Mas vi a neblina e senti o cheiro de minerva, dama da noite, lá na mata.
Vi Esta mensagem que me fez escrever.
E essa música que eu não conhecia, gostei de ver.
Em Ostara eu vi e veria sem saber de Ostara.
Uma boa primavera a todos.
Abraços.
Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã
sábado, setembro 16, 2006
Vida Longa! Feliz reencontro... algum dia.

Artwr ap Cernunnos ap Ceridwen, Que tenha sido de tua vontade e que tua essência viage na mais perfeita harmonia. Hoje esperarei a Lua e falarei contigo. Ela que está minguante, te mostra o caminho para a nova e para o novo. Ela também carrega nossas preces, apelos, ritos e energias. Estes serão nossos presentes, tuas vestes, tua espada, escudo e armadura extras, caso precise.
Se presisa se um colo, Ela Lhe dará
Se desejar nos encontrar, Sempre será bem vindo.
Se desejar ficar, terás tua rede, teu sol de um verão fresco.
Se, por acaso, desejares voltar, venha me dar um beijo.
Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã - 16/09/2006, 17:41
Mãe, não chore
O Pai se vai pelas suas mãos
O velho talo cai
Da grande foice vêm os novos grãos
Que do velho-das-galhadas caem
Sementes, para seus destinos saem
Logo semearão
Ou transmutar-se-ão em pão
Com os antigos Ele dança
Com os antigos dançamos
Com os espíritos travessos
Dos bosques, da montanha
Do mar, dos campos
Senhora e mãe do mundo
Artesã da noite
A que corta o véu dos mistérios
O pai se vai dançando
Fica um novo broto
Um novo ramo
Abóboras e morangas
Lanternas de boa sorte
Um brinde à Velha Dama!
Espantalho para o mal
Abóboras e Morangas
Farol dos perdidos
Luz que faz do velho
Em breve, criança!
quarta-feira, setembro 13, 2006
Reeditãnciabilidade 1
sexta-feira, setembro 08, 2006
Adoro-te feliz assim!

sábado, agosto 26, 2006
Artwr Ap Artwr

Sátirus Arcturius
Quem é esse que corre com as patadas de Pã?
E essas dríades que dançam à sua volta?
Um sorriso e um cuspe.
Um beijo e um trago.
A fumaça do cachimbo com as más ervas.
É o grande Deus de Nicéia. Êxtase em retrato.
(Dionice em azul - Bruno Oliveira)
domingo, agosto 20, 2006
Ela que tecia...
domingo, julho 23, 2006
Eu gosto de Karnak
terça-feira, julho 18, 2006
Dama Ishtar e o quadro vivo de nossa casa
Aproveitem a bela cena.
Bruno Oliveira - MestreDeGuerraPagã
sexta-feira, julho 14, 2006
Família Caracol Rumo a Sampa
Que do Senhor dos Velhos Chifres guarde minha morada e a Mãe de todas as sementes abençoe estas lindas terras.
Pomares, hortas, pastos... Vou sentir saudades do velho índio pescrutando o horizonte atrás dos montes.
Sana... Estampos indo pra Sampa...
Mas voltamos logo!
Foto: Topo do Peito do pombo (Indio Sentado) entre as névoas.
domingo, julho 09, 2006
Já se passam as estações
Ele não bate à porta.
Ele passa pela fresta da telha.
A semente jaz.
Geme na terra fria.
Num grão, a nova esperança.
Lua cheia e estrela.
Ah preciosa lenha seca!
Toda noite, viva fogueira.
Amarelas, caem.
Do caqui e do cajá.
Aqui e acolá. Caducas folhas.































